
Em
1995, cada cidadão europeu produziu uma média de
460 kg de resíduos urbanos. Este valor aumentou para
520 kg por pessoa em
2004 e espera-se que aumente ainda para
680 kg por pessoa até
2020 (cerca de 340 milhões de toneladas). No total, isto corresponde a um
aumento de aproximadamente 50% num período de 25 anos (25% entre 2005 e 2020).
Em
2005, as
emissões de gases com efeito de estufa provenientes da gestão de resíduos, nomeadamente o
metano libertado nos aterros sanitários, representavam cerca de
2% do total de emissões da União Europeia.
O
aumento da recuperação e transformação de resíduos, através da
reciclagem, da
compostagem (no caso dos resíduos biodegradáveis) e da
incineração com recuperação de energia, desempenham um papel essencial para
diminuir a quantidade de resíduos urbanos depositados em aterros sanitários, e o respectivo impacte ambiental de um acréscimo permanente do volume de resíduos. Assim, apesar do aumento do volume de resíduos, espera-se que as
emissões de gases com efeito de estufa resultantes da gestão de resíduos urbanos
diminuam consideravelmente até 2020.
A
limitação ou prevenção do aumento do volume de resíduos reduziriam ainda mais as emissões de gases com efeito de estufa provenientes do sector dos resíduos (principalmente devido à recolha e ao transporte de resíduos) e proporcionariam
outros benefícios à sociedade e ao ambiente, tais como a redução dos custos da gestão de resíduos, a diminuição da poluição atmosférica (com partículas e óxidos de azoto) e a diminuição da poluição sonora relacionada com a recolha e transporte de resíduos.
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Ler + (Melhorar a gestão dos resíduos urbanos para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, EEA Briefing 1/2008)>
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